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Sobre entender um Não.

Olá pessoal! Que saudade daqui, de vocês e de dividir coisas todos juntos 😀

Minha vida deu uma super virada de ponta cabeça desde o último post até os dias atuais, já queria ter voltado antes para esclarecer um pouco tudo isso mais ainda estou aprendendo a organizar meu tempo em relação a trabalho, estudo, afazeres domésticos e viver um pouco também, haha. Recentemente voltei pra faculdade, yeeeeah! Estou fazendo licenciatura em Português e Inglês, o famoso curso de Letras. Sempre foi algo que eu super me identifiquei e já havia começado essa faculdade a alguns anos atrás, porém eu tranquei ela pra ir morar na Irlanda. Agora senti que era realmente o momento de voltar e focar no meu futuro, com aquilo que eu realmente quero ser. Estou na segunda matéria do curso no momento, e posso dizer que é puxado pois cursos desse estilo tem MUITO conteúdo pra você ler e absorver, então tenho que estar todo dia estudando um pouco, pra fixar isso na minha cabeça de vento, KKK.

Outra novidade é que estou tentando começar a trabalhar na área, através de escolas de idiomas, como teacher. O certificado que consegui na Irlanda me proporcionou a opção de lecionar também, então estou correndo atrás desse sonho (é algo que realmente sempre pensei em fazer). Mais ainda são planos, treinamentos, entrevistas e muito pensamento positivo 😀 Assim que eu tiver mais notícias sobre tudo isso, vou fazer um post específico, até com algumas dicas pra quem está pensando em seguir nessa careira.

Mais hoje vou trazer um assunto que anda me incomodando bastante nos últimos tempos e que gostaria de debater com vocês: o Não. Isso mesmo, sabe quando você fala não pra alguém e essa pessoa não aceita e continua a te perguntar a mesma coisa, mudando uma palavra ou outra pra tentar chamar sua atenção novamente, mais acaba sendo uma situação de stress pra você e de humilhação pra outra pessoa? Isso é algo bastante comum de acontecer, principalmente em relação a vendas, comércios e ligações telefônicas.

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Em cada uma de minhas experiências de emprego eu fui enxergando cada vez mais que a área comercial não é algo que eu me encaixo. Pra começar porque eu odeio trabalhar sob pressão, sou um pouco tímida para me relacionar com determinados tipos de pessoas (por exemplo uma outra pessoa tímida, mais isso é algo que estou treinando muito e deixando a vergonha de lado), em relação a insistência e de que você não deve aceitar um Não e deixar por isso. Já trabalhei em mercados, lojas de roupas, lojas de calçados, assessora comercial em escolas de idiomas, pet shops, etc… porém mesmo sendo campos diferentes as questões e princípios prevalecem parecidas, como: o cliente sempre tem razão, você não está fazendo tudo que poderia, deve tentar vender algo que a pessoa deixou claro não precisar e de que o primeiro Não é algo que não se aceita.

Esses princípios vão totalmente contra os meus. Até porque nenhum deles mistura empatia, e eu acredito que empatia é um dos sentimentos mais importantes para a construção de uma sociedade melhor.

Em meio a esses empregos, eu sempre tentei aprender muito, batalhar e dar o melhor de mim, pois achei que só seria uma boa funcionária quando os outros me notassem, me elogiassem e que eu ficasse como um destaque no meu setor. Porém, quando consegui esse tipo de atenção, notei que aquilo era apenas uma ilusão que tantos colocam na nossa cabeça diariamente. Na verdade, eu estava fazendo algo que não me deixava feliz e eu precisava buscar ali dentro, me sentir melhor através de pessoas me falando coisas legais. Mais não é sobre isso que um trabalho deve ser ou te fazer sentir.

A área de vendas ou comercial, com metas e muita pressão é algo para poucos e para fortes. Também para quem sente estar no lugar certo e não se importar de ouvir Não várias vezes pois aquele Sim pode chegar e completar seu dia. Eu acredito muito que cada um  de nós tem um perfil e que através desse perfil podemos encontrar o trabalho que nos faça ficar em sintonia com felicidade e compromisso, sem ser um fardo na vida. Em meio a esses trabalhos que tive, assisti vários vídeos, palestras e tantas outras coisas para tentar melhorar meu desempenho e conseguir alcançar objetivos. Porém tantas dessas coisas bacanas que aprendi, teve muita coisa desnecessária, banal e até um pouco babaca.

Por exemplo: em um vídeo de treinamento o vendedor deve ouvir até 8 vezes Não de uma pessoa, pois depois daquilo ela vai se convencer a dizer Sim. Você consegue imaginar a situação que é ouvir 8 vezes Não e ainda tentar contra argumentar? Se você ouviu não, não quer dizer que seu método esteja errado, que não foi simpático o suficiente, as vezes (e essas vezes são muitas), a pessoa realmente não está interessada no seu produto. Ela não precisa daquilo. Como você, que não conhece essa pessoa que está atendendo, sabe no máximo seu nome, pode saber o que é ou não melhor para ela? Você pode e deve apresentar sim todos os pontos positivos de seu produto e também como aquela pessoa pode introduzir esse produto no momento de vida atual dela. Porém, não cabe a você tomar a decisão final.

Esses exemplos se encaixam com outras situações que estamos presenciando atualmente, como a cultura do estupro, que muita gente diz não existir, a grande batalha para a aceitação do feminismo na sociedade, uso de gênero em salas de aula, brinquedos e produtos no geral fazendo com que feminino e masculino sejam praticamente espécies diferentes, etc.

A minha loja preferida aqui de Jaraguá do Sul tem vários pontos positivos porém o único ponto negativo dela está me fazendo comprar em outras: a insistência para fazer o cartão da loja. Tem uma mulher que trabalha no caixa, que eu já memorizei o rosto pois tento fugir do caixa dela toda vez, KKKK. Certa vez eu estava passando minhas compras com essa mulher e ela insistiu tantas vezes para que eu fizesse o cartão da loja que no final ela falou: – Nossa, vocês não gostam de desconto? E eu respondi, tentando ser o mais educada possível: – A questão não é eu gostar ou não de desconto, é que eu não gosto e não quero fazer o cartão de vocês. Ela me olhou como se eu fosse a pior pessoa do mundo e confesso que fiquei com raiva por isso, pois eu não quero que o momento que estou comprando coisas novas seja estressante, tem que ser um momento prazeroso pois estou comprando um presente para mim mesma, certo?! O cartão em questão era para fazer compras parceladas na loja e na primeira compra você ganha 10% de desconto, porém depois dessa primeira compra você não ganha mais nenhum tipo de desconto no futuro, então… Qual o ponto? Eu realmente não gosto de parcelar nada do que compro, planejo com meu pagamento o que vou comprar, se for algo caro eu junto uma grana por alguns meses e faço tudo a vista, pois foi algo que me acostumei a fazer e a muito tempo eu me programo nesse mesmo esquema.

Ufa! Como foi bom escrever esse textão e desabafar 😀 hahaha

Me contem nos comentários qual a opinião de vocês em relação a esse assunto e se vocês já passaram por situações parecidas… Vamos nos conhecer melhor e trocar ideias, pessoal 😉

Beijos, até o próximo post!

Este post foi escrito por: Débora Fernanda

Olá! Sou Débora Fernanda Gessner, tenho 23 anos, atualmente morando em Jaraguá do Sul, SC. Desde 2009 venho imaginando ter 7 vidas (felinas, de preferência) para poder falar sobre tudo que curto e que faz parte da minha personalidade.

Aprendendo a dizer “Não”.

nao



Um grande fato que todos nós devemos aprender e passar pelo menos uma vez na vida: sair da zona de conforto.
Mudar totalmente a rotina.
Mudar de endereço, ddd, cep ou qualquer outro número significativo.

E foi isso que fiz. Mudei.
Radicalmente, me aventuro pela Irlanda. Depois de inúmeros medos e coisas feitas pela “primeira vez” (andar de avião, que medo foi esse?), eu descobri várias coisas sobre minha personalidade.
A gente nunca se conhece de verdade até que esteja em situações inusitadas.

Aí conheci algo sobre mim: eu não sei dizer não.
É isso mesmo que você está lendo.
Sempre fui de colocar meus desejos, impulsos ou qualquer coisa que fosse a meu favor em primeiro lugar, mas quando chega o caso de eu ter de ser direta e negativa… todos os ossos do meu corpo ficam tensos, meu estômago se desdobra e acabo dando o meu pior sorriso amarelo e dizendo: Ah, tá, pode ser.
E assim as coisas vão se acumulando.

Eu tenho medo de dizer não, de ter que explicar minhas razões, e começo a gaguejar, suar e não saber mais falar.
Eu tenho medo de me opor, de ser vista como a negativa, aquela que diz não e simplesmente não liga para ninguém.
Isso anda me deixando louca nos últimos dias… As pessoas andam esperando coisas de mim, dependendo de mim para certas coisas e eu não consigo ser sincera. Eu apenas fico empurrando toda a pilha de confusões pra debaixo do tapete e levo adiante, com meu sorriso amarelo.
Conviver com toda uma pressão de se desafiar a todo momento é difícil. Muitas vezes eu não suporto e desabo. Tento me afastar de problemas e até de certas pessoas, mas como eu sou do tipo difícil de desistir eu volto e tento quebrar meu próprio tabu e dizer não.
Nos últimos dias, decidi caminhar na direção do não. Quero dizer, caminhar na direção de dizer a verdade, não importa a quem doer ou a cara feia que receberei ao ouvirem minha resposta.
E não tem sido fácil.
As pessoas odeiam ter que sair do seus planos “seguros”. (Mas hello, eu odeio também!). 
O caso é que temos que ser severos para defender aquilo que queremos, temos que pensar no bem da gente, pois se não fizermos isso, ninguém mais fará. Todo mundo simplesmente vai caminhar por cima de qualquer um que não tenha boca o suficiente para dizer o que pensa, que fica na vida pra ver paisagem. É uma triste realidade, mas continua sendo realidade.



Este post foi escrito por: Débora Fernanda

Olá! Sou Débora Fernanda Gessner, tenho 23 anos, atualmente morando em Jaraguá do Sul, SC. Desde 2009 venho imaginando ter 7 vidas (felinas, de preferência) para poder falar sobre tudo que curto e que faz parte da minha personalidade.

Floresta Aokigahara.

Hoje decidi trazer algumas informações dessa floresta japonesa, localizada a noroeste do monte Fuji com cerca de 35km².
E sim, ela é conhecida como “A Floresta dos Suicidas” entre tantos outros apelidos nada carinhosos sobre o mistério que a envolve.

Desde que meu namorado me mostrou sobre ela, fiquei intrigada demais com tudo que a envolve. 
Vou contar pra vocês as maiores curiosidades que consegui encontrar pela internet e resumir:
– Ela é também conhecida como “Mar de Árvores” pois possui uma grande densidade de árvores e por essa razão o vento jamais penetra em seu meio;
– A ausência de animais é grande e esse é outro ponto para um silêncio perturbador e sinistro;
– É considerada por muito japoneses como um lugar maldito e lar de diversos demônios;


– Segundo ponto onde ocorre mais suicídios no mundo, ficando atrás apenas da ponte Golden Gate, USA;
– Várias lendas existem em torno de como ou porque iniciou-se o número tão crescente de suicídios, mas nada comprovado até hoje… Todos acham que essa prática é bem mais antiga do que podem imaginar;
– Um controverso bestseller: “O Manual Completo do Suicídio” escrito por Wataru Tsurumui chega a recomendar a floresta como local perfeito para morrer;
– “Aokigahara é tido como um dos lugares mais assombrados do Japão e a quantidade de relatos sobre vozes desencarnadas, sombras misteriosas e sensações inquietantes em seu interior é alarmante. Os fantasmas mais frequentemente vistos no lugar, os Yurei, costumam saltar de árvore em árvore. Dizem que eles vestem longas roupas brancas e suas faces são transfiguradas pelo horror, pelo medo e loucura. Aqueles que vêem um desses espíritos amaldiçoados ficam paralisados e não conseguem correr ou se afastar. Os músculos parecem ficar congelados, o sangue não corre nas veias e um frio domina todo o corpo. Os fantasmas se aproximam então e arrastam as vítimas apavoradas para as profundezas da floresta.”
– Médiuns entrevistados nos locais afirmam que as próprias árvores e arbustos tendem a conspirar contra a sanidade das pessoas, forçando-os ao seu limite;
– Por ano o número de corpos encontrados chega a ultrapassar 100;
– Devido a esses números, as autoridades decidiram colocar avisos (como o da foto abaixo), com mensagens positivas, alertando a pessoa a sair da floresta, pensar em sua família e procurar ajuda;


– Telefones celulares, GPS e até mesmo bússolas tendem a falhar no local, devido a ricos depósitos de ferro na área e do solo vulcânico;
– O povo japonês não gosta de comentar sobre a floresta e as pessoas que moram nos arredores sofrem discriminação direta por habitar uma área considerada agourenta;
– Muito dos objetos encontrados com os corpos são guardados em uma sala que já é considerada um museu macabro, reunindo centenas de itens. Porém, existe uma superstição no Japão que diz respeito a não tocar em nada que pertenceu a um suicida, pois fantasmas podem sentir ciúmes de suas possessão materiais;

 

 

Fico pensando em como o clima realmente deve ser pesado, denso lá… E nada pode explicar o porque de tanta tristeza, sofrimento e confusão estar passando nas pessoas que tem dúvidas de continuar ou não a viver, e indo para um local tão hostil como esse o final obviamente não será feliz.

Se você colocar floresta Aokigahara no youtube encontrará milhares de vídeos, principalmente de jovens, fazendo vídeos estilo “caseiros” desvendando os mistérios e tentando amedrontar os expectadores, haha.
Porém, tem um vídeo que vale a pena assistir e acreditar, originalmente do History Channel:


Não consegui encontrar com a legenda em português (mas tem na internet, pois já assisti mas esqueci onde), e mostra a trajetória de um guarda de suicídios do local.
É um vídeo emocionante e triste.

Mas agora me conte:
Você teria coragem e curiosidade o suficiente para se aventurar nessa floresta?

beijo, aproveitem a semana. 

Este post foi escrito por: Débora Fernanda

Olá! Sou Débora Fernanda Gessner, tenho 23 anos, atualmente morando em Jaraguá do Sul, SC. Desde 2009 venho imaginando ter 7 vidas (felinas, de preferência) para poder falar sobre tudo que curto e que faz parte da minha personalidade.

Sobre Morar Sozinha.

Comecei a morar sem meus pais faz quase 2 anos. Porém, tecnicamente não morei totalmente sozinha.
Minha primeira experiência em morar “sozinha” foi quando disse que passaria alguns dias na casa da mãe do meu namorado e assim começou um loop infinito de tentativas de viver e correr atrás de uma certa liberdade que só se encontra com esse tipo de experiência.

Desde que me lembro, os planos para minha vida adulta começariam morando sozinha. Tendo que aprender todos os trabalho domésticos na marra.
E não, nada disso realmente aconteceu.
É sempre difícil quando você deseja esse tipo de coisa, pois tem tantas coisas envolvidas que no momento que está desejando isso não lhe ocorre na mente: aluguel (que não é NADA barato na grande maioria), móveis, comida, contas como luz, água, gás.. e tantos outros pequenos obstáculos que a gente só se da conta quando está vivendo a situação.

Quando morava no Brasil eu não tinha tantas preocupações com casa, pois sempre estava morando com algum adulto mais responsável e que sabia de todas essas consequências. 
Claro que houve épocas que voltei a ficar na casa dos meus pais, mais não acontecia com muita frequência pois a casa deles fica no interior e lá não tem telefone, internet e muito menos área para celular.

Eu sempre tive a vida de pessoa do interior que não tinha os “luxos” de morar no centro da cidade.
Quando eu ficava na casa do meu namorado eu achava simplesmente o máximo da vida pedir lanche ou pizza e receber no portão de casa. 
Fazer download de filmes e séries pela internet então? Era o ápice do dia!

Agora, morando em outro país, longe de todos, vejo que cada dia é um novo aprendizado.
Preciso manter em ordem a limpeza do chão, teto e janelas do apartamento. Se eu não limpar, elas realmente vão ficar sujas, pois a minha mãe não vai chegar e limpá-las para mim. 
Os resultados de um local limpo e com harmonia dependem de você.

Toda vez que minhas amigas dizem que não tem vontade de sair do “ninho” (casa dos pais) tão cedo eu me pergunto e tento explicar a aventura que pode ser uma casa só sua. 
Nunca consigo explicar. Só sinto.
E esses sentimentos tem sido tão ricos e proveitosos! Ahhh, o que eu queria era certo, fico pensando.

A vida é incrível e eu amo meus pais incondicionalmente… mais eu preciso voar de ninho em ninho.
As conquistas são valiosas, valem a pena e vieram através de um esforço, de um bem maior. E é toda sua.

– Aproveitem a semana,
DFG









Este post foi escrito por: Débora Fernanda

Olá! Sou Débora Fernanda Gessner, tenho 23 anos, atualmente morando em Jaraguá do Sul, SC. Desde 2009 venho imaginando ter 7 vidas (felinas, de preferência) para poder falar sobre tudo que curto e que faz parte da minha personalidade.

Tudo tem seu início.

O banho do final do dia, sempre vem acompanhado de muitas coisas passando pela cabeça. O meu banho da noite de hoje não foi diferente: lá estava eu, espuma, shampoo e cheirinho de morango do meu sabonete preferido, me passou a ideia de “eu preciso ter um blog, preciso mostrar para as pessoas o que penso fazer de melhor, ou de pior.” Sei lá, essa vida é uma loucura e eu gosto de arriscar.

Espero que me acompanhem sempre e que consiga agradar você que lê este texto, de alguma maneira.

beijos, DFG.

Este post foi escrito por: Débora Fernanda

Olá! Sou Débora Fernanda Gessner, tenho 23 anos, atualmente morando em Jaraguá do Sul, SC. Desde 2009 venho imaginando ter 7 vidas (felinas, de preferência) para poder falar sobre tudo que curto e que faz parte da minha personalidade.