Aprendendo a dizer “Não”.

nao



Um grande fato que todos nós devemos aprender e passar pelo menos uma vez na vida: sair da zona de conforto.
Mudar totalmente a rotina.
Mudar de endereço, ddd, cep ou qualquer outro número significativo.

E foi isso que fiz. Mudei.
Radicalmente, me aventuro pela Irlanda. Depois de inúmeros medos e coisas feitas pela “primeira vez” (andar de avião, que medo foi esse?), eu descobri várias coisas sobre minha personalidade.
A gente nunca se conhece de verdade até que esteja em situações inusitadas.

Aí conheci algo sobre mim: eu não sei dizer não.
É isso mesmo que você está lendo.
Sempre fui de colocar meus desejos, impulsos ou qualquer coisa que fosse a meu favor em primeiro lugar, mas quando chega o caso de eu ter de ser direta e negativa… todos os ossos do meu corpo ficam tensos, meu estômago se desdobra e acabo dando o meu pior sorriso amarelo e dizendo: Ah, tá, pode ser.
E assim as coisas vão se acumulando.

Eu tenho medo de dizer não, de ter que explicar minhas razões, e começo a gaguejar, suar e não saber mais falar.
Eu tenho medo de me opor, de ser vista como a negativa, aquela que diz não e simplesmente não liga para ninguém.
Isso anda me deixando louca nos últimos dias… As pessoas andam esperando coisas de mim, dependendo de mim para certas coisas e eu não consigo ser sincera. Eu apenas fico empurrando toda a pilha de confusões pra debaixo do tapete e levo adiante, com meu sorriso amarelo.
Conviver com toda uma pressão de se desafiar a todo momento é difícil. Muitas vezes eu não suporto e desabo. Tento me afastar de problemas e até de certas pessoas, mas como eu sou do tipo difícil de desistir eu volto e tento quebrar meu próprio tabu e dizer não.
Nos últimos dias, decidi caminhar na direção do não. Quero dizer, caminhar na direção de dizer a verdade, não importa a quem doer ou a cara feia que receberei ao ouvirem minha resposta.
E não tem sido fácil.
As pessoas odeiam ter que sair do seus planos “seguros”. (Mas hello, eu odeio também!). 
O caso é que temos que ser severos para defender aquilo que queremos, temos que pensar no bem da gente, pois se não fizermos isso, ninguém mais fará. Todo mundo simplesmente vai caminhar por cima de qualquer um que não tenha boca o suficiente para dizer o que pensa, que fica na vida pra ver paisagem. É uma triste realidade, mas continua sendo realidade.



Este post foi escrito por: Débora Fernanda

Olá! Sou Débora Fernanda Gessner, tenho 23 anos, atualmente morando em Jaraguá do Sul, SC. Desde 2009 venho imaginando ter 7 vidas (felinas, de preferência) para poder falar sobre tudo que curto e que faz parte da minha personalidade.

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